Dificuldades e erros na entrega do Imposto de Renda: como evitar estes problemas?

A entrega da Declaração de Imposto de Renda pode ser um processo muito complexo e dificultoso para diversos contribuintes, especialmente para aqueles que possuem diversas fontes de renda, bens, investimentos ou despesas dedutíveis. Mas como evitar possíveis erros que possam surgir durante o processo de declaração? Neste artigo, conheça os erros, as consequências e como evitar problemas durante o processo de entrega da Declaração de Imposto de Renda. 

Possíveis erros na entrega do Imposto de Renda 

Muitos contribuintes cometem equívocos ao realizar a entrega da declaração de Imposto de Renda, o que pode levar a problemas com o fisco. Dependendo da falha e da gravidade do erro, alguns riscos podem exigir a necessidade de explicações por meio de notificações e intimações – gerando até em alguns casos a aplicação de multas e juros. Entre os erros mais comuns, estão: 

  1. Esquecer de declarar rendimentos extras, como aluguéis recebidos, trabalhos autônomos ou ganhos com investimentos; 
  2. Digitar valores incorretos ao lançar despesas médicas ou educacionais, o que pode levar a inconsistências e eventual malha fina; 
  3. Não informar dependentes corretamente, incluindo rendimentos próprios dos dependentes, quando aplicável; 
  4. Deixar de incluir ganhos com venda de bens ou direitos, como imóveis e veículos, que devem ser informados com a devida apuração de ganho de capital, se houver; 
  5. Não atualizar a ficha de bens e direitos corretamente, informando aquisições ou vendas de patrimônio. 

As consequências da entrega do Imposto de Renda com erros 

Uma das consequências mais conhecidas e temidas pelos contribuintes é a “Malha Fina”. Quando o contribuinte entrega a sua Declaração de Imposto de Renda, ela é analisada pelos sistemas da Receita Federal.  

São verificadas, neste processo, as informações que você declarou, que são comparadas com informações fornecidas por outras entidades que também entregam declarações à Receita – como empresas, instituições financeiras, planos de saúde e outros. 

Cair na malha fiscal (“malha fina”) não significa que sua declaração esteja errada, mas talvez você tenha que comprovar algumas informações declaradas. Se for encontrada alguma diferença entre as informações declaradas por você e as informações apresentadas pelas outras entidades, sua declaração será separada para uma análise mais profunda. É o que se chama de malha fiscal, ou “malha fina” como é popularmente conhecida. Por conta disso, você não receberá a sua restituição enquanto a sua declaração estiver em análise na malha. 

Deixar de entregar a declaração dentro do prazo pode resultar em multa mínima de R$ 165,74, podendo chegar a 20% do imposto devido. Caso haja omissão de informações ou erro na declaração que leve à malha fina, o contribuinte pode ser convocado a prestar esclarecimentos à Receita Federal e, em casos mais graves, ter que pagar impostos retroativos com acréscimo de juros e multas. 

Como evitar estes problemas? 

Para evitar erros, multas e possíveis problemas com a Receita Federal, é essencial adotar uma abordagem organizada e planejada ao longo do ano – afinal, essa abordagem poderá auxiliar o contribuinte na possibilidade de redução da carga tributária, identificação de incentivos fiscais, avaliação de regimes mais vantajosos e na possibilidade de compensação de prejuízos. 

Uma das principais dificuldades enfrentadas pelos contribuintes é a falta de organização dos documentos necessários para o preenchimento correto da declaração. Para evitar contratempos, recomenda-se que, ao longo do ano, sejam armazenados todos os comprovantes relevantes em uma pasta física ou digital específica. Entre os documentos mais importantes, destacam-se: 

  • Recibos e notas fiscais de despesas médicas e odontológicas (consultas, exames, tratamentos e cirurgias); 
  • Comprovantes de pagamento de educação (escolas, universidades, cursos técnicos e profissionalizantes); 
  • Documentos de reforma de imóveis, incluindo gastos com mão de obra e compra de materiais, especialmente se agregarem valor ao imóvel; 
  • Informes de rendimentos bancários e de investimentos; 
  • Comprovantes de aluguel recebido ou pago; 
  • Recibos de doações realizadas, se houver. 

Se a sua situação fiscal for complexa, envolver diversas fontes de renda, investimentos no exterior ou declarações conjuntas, pode ser altamente recomendável contar com um contador ou profissional especializado em impostos para realizar a entrega do Imposto de Renda. Esses especialistas podem garantir que todas as informações sejam reportadas corretamente, ajudando a otimizar a tributação e reduzir riscos de inconsistências. 

Além disso, contribuintes que não têm tempo ou conhecimento suficiente para lidar com a declaração de Imposto de Renda por conta própria devem considerar essa alternativa, evitando erros que possam gerar notificações da Receita Federal e custos inesperados com multas. 

Dessa forma, manter-se organizado e buscar orientação profissional são estratégias fundamentais para garantir uma entrega de declaração correta e livre de complicações.  


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